quarta-feira, 13 de abril de 2011

Death

The shadow of what was once a man was crawling through the desert, running from death.


The desert was punishing the hurt body of him, whom was once a great warrior. During the day, the sun boiled his skin and the night brought the cold that took his energy quickly away. Besides that, the poison on his blood slowly was taking his movements away. He wasn’t thinking about the hunger or the thirst anymore. The only thought in his mind was life. He thought about everything he needed to do before passing away and with that thought, grasped with force the last thread of life left to him.


During the first day on the gigantic desert, he left behind his armor and some of his clothes because of the scorching sun. If regret could kill, he would have died on the first hour before the sundown, because of the penetrating cold.


In the third night, however, his willpower was not sufficient and he succumbed to the desert. While his vision was fading, he looked at the vigilant moon, and thought of the end. It was worse than he ever imagined.

terça-feira, 12 de abril de 2011

English posts

Well, today I'm starting a new experience: posts in english. I'll start first with a few translations of already published posts and when the time is right, new posts, written in english from the very beggining.

So now, I hope you enjoy it as much as I did when I was writing.

Thanks for your attention!


Bem pessoal, pra quem ainda passa por aqui de vez em quando, ou não, hoje vou começar com posts em inglês. É um pouco complicado  e as coisas andam mais corridas do que eu imaginava que estariam então o tempo entre as postagens pode ser maior do que o desejado (como já é).
Enfim, àqueles que gostam da língua inglesa, espero que apreciem esse trabalho que eu não estou fazendo sozinho, recebo a opinião de algumas pessoas antes e isso é muito importante para que eu possa fazer uma coisa satisfatória. Nomes serão revelados em breve.

Obrigado a todos!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Crônicas da Nova Era - VI

Após o sepultamento na cidade subterrânea, Ralph virou as costas e começou a explorar a cidade novamente. A cidade era realmente grande, provavelmente havia sido uma metrópole do mundo antigo. Passou então a procurar por algumas edificações específicas e muito valiosas: farmácias, postos de saúde, lojas de armas, postos policiais e mercados. Farmácias foram as mais fáceis de serem encontradas, já que eram abundantes antes do caos nuclear.
             
A pilhagem consistiu principalmente de bandagens e ataduras, já que os remédios estavam havia muito tempo vencidos e provavelmente causariam mais mal do que bem ao serem usados. Ao encontrar um mercado, procurou por linha e agulha, além de uma pedra de afiar para sua faca que já estava ficando cega. Encontrou também uma barraca e se alegrou por não precisar dormir ao relento naquela noite. Pensou também no seu amigo enferrujado e encontrou um pouco de óleo e uma esponja de aço para tirar a ferrugem.
                
Seguiu caminho a procura de algum lugar que possuísse armas para conseguir, principalmente, munição. Em algumas cidades por onde havia passado os mercados possuíam sessões de armas, mas naquela não. Após caminhar um bom tempo, encontrou uma loja de armas.  Ele nunca trocava o tipo de arma usada, gostava muito das pistolas, pela sua mobilidade e praticidade. Encontrou um pouco da munição que usava para a pistola, uma 9mm. Tudo o mais que conseguiu colocar na mochila e no compartimento de carga do robô levou também, pois seria útil ao levar de volta para o assentamento. Encontrou também uma pistola do mesmo modelo que a sua, com a qual poderia fazer reparos na atual ou trocar, dependendo do estado de conservação. Além disso, encontrou um grande revólver que levou consigo também.
                
O posto policial foi impossível de encontrar e ele supôs que a cidade devia ser muito segura, quando ainda estava na superfície. No hospital, muito do que encontrou estava deteriorado pela exposição ao ar.  Encontrou pinças, tesouras e agulhas que, supôs ele, poderiam ser uteis.
                
Ao sair do hospital, ele parou para pensar o que mais ele poderia procurar e não lhe veio nada a cabeça. Ao ver que suas auto-delimitadas tarefas do dia haviam acabado, foi abatido pelo cansaço. Acordado desde o amanhecer, ou pelo menos o que parecia ser o amanhecer, ele havia caminhado sem parar até aquele momento, sem mencionar a luta, e ainda não havia parado para descansar. O estômago começou a doer, já que a ultima refeição havia sido antes de começar a caminhar.
                
Caminhando mais um pouco, ele voltou para uma das praças que havia encontrado anteriormente. Gostava do lugar e gostava das árvores. Era bom poder ficar um dia em um lugar que não fosse um grande deserto consumido pelas bombas atômicas de muitos anos antes. Ali, acendeu uma fogueira com galhos das árvores próximas e sentou-se próximo a ela, colocando o revólver que havia encontrado no colo. A coronha era feita de madeira envernizada, no barril cabiam 6 balas e o cano era longo. O brilho prateado da arma lhe trouxe lembranças.

terça-feira, 22 de março de 2011

Crônicas da Nova Era - V

Bernard Hohl teve o funeral digno de um rei. Um rei de um mundo destruído. Empurrado de volta para o buraco de onde veio amarrado a três dinamites acesas, nada dele sobrou para os monstros subterrâneos que aguardavam por carne humana. A força da explosão fez com que o solo sob o monólito ruísse e ele caísse para dentro da grande tumba que antes guardava, selando esse pequeno pedaço de inferno do mundo dos vivos.

Antes disso, Ralph pensou em investigar como seria lá embaixo. Mas ao entrar de novo e escutar os gritos famintos que vinham do fundo da caverna, repensou a idéia e preferiu mandar tudo para o inferno.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Crônicas da Nova Era - IV

                Um ruído a suas costas fez Ralph retornar de seus pensamentos e se virar para ver que havia acontecido. Os olhos e a grande marca no torso de Hohl estavam apagadas e um alerta ecoou em sua mente, fazendo suas pernas se moverem rapidamente e o braço que carregava a arma se estender em direção ao seu acompanhante. Antes do primeiro tiro, a perseguição já havia começado e Hohl agora avançava com uma fúria assassina, enquanto rugia e babava. Era incrível como um homem daquele tamanho, pudesse ser tão rápido, ainda mais subindo uma escada. As balas voavam enquanto a perseguição acontecia. Do fundo do poço para onde a escada levava, era possível escutar outras vozes rugindo, clamando pelo sangue de Ralph. Ele corria o mais rápido que consegui, mas mesmo assim, a distância entre os dois continuava diminuindo e as balas pareciam não ter efeito.
                Em certo momento, uma forte mão agarrou seu calcanhar e ele foi derrubado na precária escadaria. Com um rápido movimento, ele se virou e puxando a faca com a mão esquerda, golpeou o pulso de seu agressor, acertando um tendão e desfazendo a pegada. Frente a frente com a fera, apontou a arma e desferiu um tiro certeiro no seu olho direito, causando um urro de dor.
                Esse era o momento perfeito para acabar com isso e ele puxou novamente o gatilho. Nada. Puxou novamente. Nada. As balas haviam acabado e não havia tempo para recarregar, então, primeiro engatinhando e depois se levantando e correndo, ele voltou a fugir, desesperadamente. Em poucos segundos, ele já estava sendo perseguido novamente e a escada parecia não terminar. Finalmente, quando os músculos de suas pernas já estavam ardendo e consideravam parar de lhe empurrar nessa subida, ele viu a luminosidade da lanterna do pequeno robô que lhe aguardava na entrada da prisão e conseguiu novo fôlego para continuar a subida, agora mais rápido que antes, conseguindo preciosos metros de vantagem ante seu perseguidor. Ao chegar a saída, pulou para o lado, se virando durante o pulo e apontando para a entrada com o indicador e o dedo médio, ao mesmo tempo que gritava “Fogo!” para o companheiro metálico.
                O pequeno robô havia sido programado primeiramente para evitar o avanço do inimigo e avaliar se a atitude continuava sendo hostil, somente assim partindo para os pontos vitais. Assim, quando Hohl apareceu na entrada, as duas submetralhadoras foram rapidamente apontadas para os joelhos dele e uma saraivada de balas os estilhaçou, fazendo o enorme inimigo cair no chão. Mesmo assim, ele continuava a rugir e a avançar se arrastando. Isso fez as pequenas metralhadoras serem redirecionadas para a sua cabeça, que em poucos instantes deixou de existir. Num último momento, Ralph viu, nos olhos do Chefe, o brilho amarelo e opaco voltar e a fúria ser substituída por um olhar de agradecimento e libertação. Terminava ali a existência de um grande homem.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Crônicas da Nova Era - III

Abrindo a cela e fazendo um sinal para ser seguido, o garoto começou o caminho de volta, mas parou ao ouvir a porta da cela sendo fechada. Ao se virar, viu o chefe segurando as grades e fazendo uma negativa com a cabeça. A expressão sombria no seu rosto dizia que aquilo não era negociável. Aborrecido, Ralph voltou os poucos metros que havia andado e com uma pancada na mão do velho, abriu a cela novamente. Ele estendeu a mão, mas o antigo amigo apenas baixou a cabeça e continuou imóvel.

Pela terceira vez o jovem teria de fazer uma das coisas que mais odiava: falar. “Seu velho bastardo, venha comigo de uma vez! Você sabe que podemos reverter isso ainda, não é hora para orgulho. Eu vou continuar descendo e se você continuar assim vai ser um obstáculo a mais no meu caminho em pouco tempo. Agora vamos!”

Ao dizer isso abriu a porta violentamente e olhou furioso para Hohl que, intimidado, começou a caminhar. Satisfeito, mas não menos bravo, Ralph se virou e começou a caminhar novamente escada acima. A partir desse momento, passou a andar com a pistola na mão direita e sempre a alguns metros a frente. Sabia que naquele estado ele podia perder a consciência a qualquer momento e isso era muito perigoso. Para os dois.
                 
A subida estava sendo tranqüila, com exceção de alguns pedaços da escada que insistiam em desabar a tempos esporádicos. Nada que causasse preocupação, no entanto, e isso fez a cabeça de Ralph voltar ao tempo em que Chefe Hohl ainda estava na cidade. Ele sempre foi o mais respeitado e considerado o de maior força de vontade entre os sobreviventes daquela região. Um homem forte, de quase dois metros de altura e olhar decidido. Com suas calças jeans, botas, camiseta branca e suspensórios, estava sempre disposto a ajudar quem necessitasse. A barba negra bem aparada contornava a mandíbula e realçava o ar de austeridade que emanava dele.
                
Imaginava-se que ele já havia acabado com mais de uma centena daquelas criaturas e que poderia acabar com mais uma centena, todos ao mesmo tempo. Ninguém sabe ao certo o que fez com que as pessoas se tornassem aquelas coisas. Não foi nenhum vírus ou algum tipo de doença, nem uma nova droga ou arma biológica. A explicação mais provável era também a mais inacreditável: uma antiga maldição. Ruínas de uma antiga civilização foram descobertas e por anos foram estudadas. No entanto, focos dessa civilização foram encontrados em diversas partes do mundo, o que sugeria que havia sido um império. No entanto, nunca antes havia se visto nada parecido, não haviam relatos registrados sobre a tal civilização em qualquer história, nem ao menos lendas. Durante muitos anos o alfabeto dessa civilização foi estudado e por fim foi desvendado. Havia também as esculturas, muito instigantes, onde pessoas matavam umas as outras enquanto ambas sorriam. Nos textos, a morte era cultuada e dita a grande salvação de todos, a cura para todos os males e que aquele era o legado deles para o resto da humanidade.
                
 Isso não era uma religião ou crença, era uma aceitação universal de todos daquela civilização perdida. Diversos textos, esculturas e pinturas, no entanto, mostravam um enorme suicídio coletivo, onde o sangue dos mortos escorria para uma grande arca. Outros textos falavam sobre o medo e a dúvida, os principais males da humanidade.
                 
Após diversos anos de busca insaciável por parte dos pesquisadores, a arca foi encontrada e sobre ela muito foi falado na mídia. Ela foi aberta ante câmeras de todo o mundo e dentro dela não havia o sangue das histórias, mas um novo texto que foi traduzido e lido em tempo real para o mundo todo. O texto trazia uma mensagem para quem viesse a ler e ela dizia: “Afortunados aqueles que do coração livraram toda a dúvida e medo, pois esses poderão escolher sua hora de partir, enquanto aqueles subjugados por esses demônios, estão fadados a morrer lentamente e nunca perecer e continuar a sofrer por toda eternidade.” Tais palavras causaram arrepios em todas as pessoas ao redor do mundo mas não foram levadas a sério.  A humanidade havia se tornado cética, crente apenas nos seus deuses de doze núcleos ou mais e muitos gigabytes de memória, deixando de lado antigas tradições, mas ainda pensando no que havia após a morte. Milhões considerando-se boas pessoas, mas que nunca defenderiam alguém mais fraco, hipócritas da pior espécie. Mesmo em um mundo com superpopulação e comida demais para uns e nenhuma para outros, as pessoas praticavam trabalho voluntário apenas para ter algo a mais no currículo e mentiam para si e para os outros, dizendo que era aquilo que eles mais gostavam de fazer.
                
Aos poucos a mensagem apocalíptica lida para todo o mundo foi sendo esquecida pelos homens, mas a semente do medo já havia sido plantada e ela sempre germina, como tantas outras vezes já havia acontecido na história. A medicina e a tecnologia, andando lado a lado, haviam conseguido alcançar a cura para quase todas as doenças, da gripe comum ao câncer, entretanto, haviam boatos de que uma nova e desconhecida doença estava surgindo. Parecia uma simples doença de pele, mas logo a humanidade veria que era muito mais que isso.
                 
Ninguém sabia ao certo quais os fatores que levavam alguém a adquirir a doença que gradativamente matava as células do corpo sem fazer o mesmo com seu hospedeiro, porém as crianças, pessoas que tinham passado por experiências de quase morte e alguns outros grupos não eram afetados. Aos poucos, a histeria foi se tornando generalizada e nem mesmo as pessoas mais ricas ou importantes do mundo conseguiam escapar.
                
Começando pelas mãos e pelos pés, a pele escurecia como se tivesse sofrido de severas concussões. A coloração pútrida subia pelo corpo e feridas começavam a aparecer pelo corpo e nada fazia com que elas cicatrizassem, sempre cheias de pus e sangue coagulado. Em um estágio mais avançado, as células em algumas feridas sofriam uma mutação desconhecida e adquiriam luminescência própria, como a marca no torso do chefe Hohl. Quando chegava até a cabeça, os olhos passavam a adquirir a mesma luminosidade, variando de um verde musgo até o amarelo doentio. Isso consumia a sanidade da pessoa e de todos a sua volta, e aos poucos esses também a adquiriam.
                 
No entanto, o martírio não parava por aí, e depois de muito tempo assim, finalmente o contaminado perdia a consciência de seus atos e entrava em um frenesi destrutivo, recobrando a consciência apenas para ver a destruição que causara e ser torturado pelas imagens que voltavam à memória, dos momentos em que destruiu e matou. Com alguns, no entanto, isso era permanente e nunca mais voltavam a ser o que eram antes, ficando para o resto da sua existência nesse estado.
                
Enquanto a epidemia se espalhava, aqueles das forças armadas de todo o mundo que não estavam infectados organizavam cidades onde as pessoas saudáveis poderiam se refugiar e se manter protegidas. A partir dessas cidades, eram organizadas expedições até os grande centros urbanos, onde se encontravam a maior parte daqueles em estado avançado da doença e os que já haviam perdido a consciência, para tentar purgar essas cidades e evitar futuros ataques. Isso normalmente era feito pelos mais bravos entre os militares e resultava em muito sangue e mortes. Mas mesmo todo o esforço parecia em vão, já que as hordas de infectados continuavam aumentando.
                
Em um esforço final, engenheiros, matemáticos, militares e médicos sobreviventes se reuniram e estudaram o uso de armas nucleares para conter esse avanço. O raio das explosões foi calculado, assim como os possíveis efeitos colaterais na população sobrevivente e nas gerações futuras. As cidades-refúgio foram remanejadas para se adaptar ao raio das explosões. Grandes caravanas passaram a se locomover durante o dia e paravam durante a noite, sempre com guarda pesada. Após alguns meses, tudo estava pronto e as ogivas foram lançadas, destruindo as maiores metrópoles do planeta, que eram também os locais onde havia um maior número de infectados.
                 
Mesmo após todos os cálculos, nem tudo deu certo. Alguns dos assentamentos foram destruídos com as explosões e algumas cidades alvo ficaram fora do raio das explosões. A onda eletromagnética causada pelas explosões impediu o funcionamento das comunicações e de grande parte dos equipamentos eletrônicos. O planeta entrou em um apagão global.