sexta-feira, 25 de março de 2011

Crônicas da Nova Era - VI

Após o sepultamento na cidade subterrânea, Ralph virou as costas e começou a explorar a cidade novamente. A cidade era realmente grande, provavelmente havia sido uma metrópole do mundo antigo. Passou então a procurar por algumas edificações específicas e muito valiosas: farmácias, postos de saúde, lojas de armas, postos policiais e mercados. Farmácias foram as mais fáceis de serem encontradas, já que eram abundantes antes do caos nuclear.
             
A pilhagem consistiu principalmente de bandagens e ataduras, já que os remédios estavam havia muito tempo vencidos e provavelmente causariam mais mal do que bem ao serem usados. Ao encontrar um mercado, procurou por linha e agulha, além de uma pedra de afiar para sua faca que já estava ficando cega. Encontrou também uma barraca e se alegrou por não precisar dormir ao relento naquela noite. Pensou também no seu amigo enferrujado e encontrou um pouco de óleo e uma esponja de aço para tirar a ferrugem.
                
Seguiu caminho a procura de algum lugar que possuísse armas para conseguir, principalmente, munição. Em algumas cidades por onde havia passado os mercados possuíam sessões de armas, mas naquela não. Após caminhar um bom tempo, encontrou uma loja de armas.  Ele nunca trocava o tipo de arma usada, gostava muito das pistolas, pela sua mobilidade e praticidade. Encontrou um pouco da munição que usava para a pistola, uma 9mm. Tudo o mais que conseguiu colocar na mochila e no compartimento de carga do robô levou também, pois seria útil ao levar de volta para o assentamento. Encontrou também uma pistola do mesmo modelo que a sua, com a qual poderia fazer reparos na atual ou trocar, dependendo do estado de conservação. Além disso, encontrou um grande revólver que levou consigo também.
                
O posto policial foi impossível de encontrar e ele supôs que a cidade devia ser muito segura, quando ainda estava na superfície. No hospital, muito do que encontrou estava deteriorado pela exposição ao ar.  Encontrou pinças, tesouras e agulhas que, supôs ele, poderiam ser uteis.
                
Ao sair do hospital, ele parou para pensar o que mais ele poderia procurar e não lhe veio nada a cabeça. Ao ver que suas auto-delimitadas tarefas do dia haviam acabado, foi abatido pelo cansaço. Acordado desde o amanhecer, ou pelo menos o que parecia ser o amanhecer, ele havia caminhado sem parar até aquele momento, sem mencionar a luta, e ainda não havia parado para descansar. O estômago começou a doer, já que a ultima refeição havia sido antes de começar a caminhar.
                
Caminhando mais um pouco, ele voltou para uma das praças que havia encontrado anteriormente. Gostava do lugar e gostava das árvores. Era bom poder ficar um dia em um lugar que não fosse um grande deserto consumido pelas bombas atômicas de muitos anos antes. Ali, acendeu uma fogueira com galhos das árvores próximas e sentou-se próximo a ela, colocando o revólver que havia encontrado no colo. A coronha era feita de madeira envernizada, no barril cabiam 6 balas e o cano era longo. O brilho prateado da arma lhe trouxe lembranças.

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